Eleições no Brasil: por que 2024 não foi (ainda) ano da IA na votação?
Deepfake mostra o prefeito de Salvador e candidato à reeleição, Bruno Reis (União-BA), dançando o jingle da campanha em ritmo de pagodão baiano Imagem: Reprodução/Instagram ✅💥️(Esta é a versão online da newsletter de Tilt enviada hoje. Quer receber a newsletter completa, apenas para inscritos, na semana que vem? Clique aqui e se cadastre) O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se preparou para ela. A experiência eleitoral de Argentina e Índia mostrava que tinha tudo para ser o ano dela. Mas a inteligência artificial não foi essa explosão toda, como se esperava, durante as eleições brasileiras de 2024, cujo primeiro turno ocorre neste domingo (6). Desde o surgimento do ChatGPT em 2022, não teve segmento da economia que não tentou abraçar de alguma forma a IA, sobretudo a generativa, aquela capaz de gerar conteúdo parecido com o produzido por um ser humano. José Paulo Kupfer Emendas mostram força como cabos eleitorais Juliano Spyer Marçal não vai para o 2º turno, mas sai ganhando Carolina Brígido Violência política vira ponto cego da Justiça Eleitoral Kennedy Alencar Marçal pode fazer Congresso regular redes Antes de continuar, um aviso: como fazem os comentários de internet, ressalto que essa análise tem a validade de um post no Twitter. Às vésperas do dia da votação, com campanha no rádio e TV encerrada e os esforços eleitorais voltados para as redes sociais, é possível que surja algo novo. Ainda assim, talvez nada tão grande quanto a força das redes, personificadas nas figuras dos candidatos às prefeituras de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), e de Fortaleza, André Fernandes (PL). Diogo Cortiz e eu contamos no Deu Tilt, podcast do para humanos por trás das máquinas, que candidatos da Índia chegaram a usar IA para ressuscitar cabos eleitorais e falar suas propostas em um dos mais de 400 idiomas e dialetos que fosse mais próximo do eleitor. Aqui no Brasil, algumas evidências sinalizam que a IA ficou em segundo plano, já que: ✅O uso de chatbots, avatares e conteúdos sintéticos como artifício para intermediar a comunicação de campanha com pessoas naturais submete-se ao disposto no caput deste artigo, vedada qualquer simulação de interlocução com a pessoa candidata ou outra pessoa real Ouvi do Fabro Steibel, diretor-executivo do ITS-Rio (Instituto Tecnologia e Sociedade), que "leva um tempo para se conseguir gente formada suficiente para uma tecnologia que ainda é de entrada". Isso aconteceu com outras inovações. ✅Claro que a IA está vindo rápida, mas, ao que parece, nessa eleição não veio rápido o suficiente. Teve casos? Sim. Mas foi a maioria? Não, foi uma exceção. Em 1996, a gente achou que seria a eleição da internet, o que só ocorreu em 2002 com o Obama Para ele, o TSE adotou uma posição pioneira diante da IA, algo não observado em outras grandes democracias. Para outros observadores, no entanto, a IA já está entre nós, mas de outra forma: elas exercem um papel coadjuvante, porque estrela mesmo foram os humanos que souberam navegar pelos algoritmos das redes sociais para sequestrar sua atenção. Coadjuvante de luxo neste pleito, mas com grande potencial para as próximas corridas eleitorais, a IA já insinua usos preocupantes que podem pintar nas eleições do futuro. Bioni chama a atenção para as montagens com cunho sexual feitas sobre Tabata e Marina Helena (Novo-SP), ambas candidatas à prefeitura paulistana. Newsletter Um boletim com as novidades e lançamentos da semana e um papo sobre novas tecnologias. Toda sexta. Já Steibel diz que a IA dá cara nova a problema antigo: as fakes news. Corrobora com a impressão dele que o PolitiFact, uma ferramenta de checagem de fatos operada pelo Poynter Instituto, já vem captando essa tendência. Em 2023, 6% de suas revisões apontaram algum uso de IA para desinformar. Dito isso, Bioni faz uma consideração a respeito do cenário brasileiro. Nas eleições municipais, em que, tirando as grandes cidades, o contato entre eleitores e candidatos geralmente é mais próximo, uma deepfake absurda tende a ser facilmente descreditada pela comunidade. Em dois anos, quando teremos eleições para governador, deputados, senadores e presidente, podemos não ter a mesma sorte. Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do.💥️O que rolou?
💥️TSE💥️Por que é importante?
💥️Fabro Steibel💥️Não é bem assim, mas tá quase lá
Opinião
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