Bateria ruim após um ano? Cientistas resolvem problema dos celulares atuais
As baterias dos celulares do futuro poderão alcançar mais que o dobro da vida útil graças a uma nova tecnologia desenvolvida por cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália. Com o método, o componente de íon de lítio – também utilizado em notebooks e carros elétricos – permaneceria intacto mesmo após mil ciclos de carregamento. A bateria de um iPhone, por exemplo, começa a degradar após 500 ciclos de recarga, de acordo com a Apple.
A pesquisa foi publicada este mês na consagrada revista científica . Segundo os responsáveis pela descoberta, as novas baterias poderão chegar ao mercado em um período de dois a três anos, resolvendo um problema dos consumidores e ajudando o meio ambiente.
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A bateria do iPhone pode começar a degradar após 500 recargas — Foto: Thássius Veloso/TechTudo
Hoje em dia, o componente nos smartphones costuma apresentar queda de desempenho após um ano de uso, com a recarga durando cada vez menos depois disso.
A técnica aplicada pelos cientistas baseados na Austrália consiste em substituir o cobalto, que é um metal pesado utilizado para proteger os cátodos da bateria, por uma fina camada de um novo material feito a partir da combinação dos elementos lantânio, níquel, manganês e oxigênio. Essa nova camada tem apenas um átomo de espessura.
O cátodo é o lado positivo da bateria, aquele que atrai os elétrons com carga negativa. Sem qualquer proteção, os cátodos tendem a corroer com muito mais facilidade, diminuindo o tempo de vida útil da bateria.
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Nova técnica pretende trocar a camada de proteção do cátodo — Foto: Reprodução/Universidade de Queensland
O pesquisador Lianzhou Wang, um dos responsáveis pela descoberta, afirmou ao site Cosmos que a bateria pode ser comercializada em dois ou três anos, e que eles já estão conversando com parceiros da indústria para lançar essa novidade.
O cientista também comentou que a nova bateria pode ser operada em uma voltagem maior que uma de íons de lítio tradicional, com cerca de 4,5 V no lugar dos atuais 3,7 V. Isso, segundo o pesquisador, significaria uma maior densidade de energia fornecida.
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