Saída de Moro: a única certeza é que a economia vai demorar mais para crescer

Sergio Moro

Fiador: mesmo sem cuidar da economia, Moro ajudava a garantir imagem séria ao ministério de Bolsonaro (Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

Os analistas de mercados e os investidores tentam digerir💥️ todas as consequências da saída de 💥️Sergio Moro do governo de 💥️Jair Bolsonaro. A reação é tão forte, que o 💥️Brasil é o mercado com a maior queda nesta sexta-feira (24).

Não se sabe o que virá pela frente, à medida que Bolsonaro ainda não anunciou os substitutos de Moro e de Maurício Valeixo, exonerado pelo presidente do comando da 💥️Polícia Federal e estopim da demissão do ex-juiz da 💥️Lava Jato.

A única certeza, segundo Ernani Reis, da 💥️Capital Research, é que “a curva de retomada do crescimento acaba de ficar muito mais longa, mesmo Moro não estando diretamente ligado às pautas econômicas”.

Em relatório enviado aos clientes e à imprensa, Reis observa que a demissão de Moro “pode colocar em xeque a governabilidade” de Bolsonaro – tudo o que o mercado não quer, num momento em que a pandemia de 💥️coronavírus joga o mundo numa profunda recessão, e o Brasil ainda tem reformas importantes pela frente.

Próximo da fila?

A saída de Moro azeda o humor dos investidores, também, porque gozava do status de “superministro” e era elogiado pelo presidente como um dos nomes que dava caráter técnico e seriedade ao seu gabinete.

Paulo Guedes

Cabeçadas: Paulo Guedes, último “superministro” de Bolsonaro, já trombou com o presidente (Imagem:Agência Brasil/Marcello Casal Jr)

Para Reis, os olhos se voltam, agora, para 💥️Paulo Guedes, ministro da Economia que desfrutava do mesmo prestígio, a ponto de ser chamado, durante a campanha, de “Posto Ipiranga” por Bolsonaro, numa alusão ao conhecimento econômico que Guedes teria para tocar o país.

“Tanto Guedes, quanto Moro representavam a promessa de uma equipe ministerial técnica e o frágil equilíbrio das forças de sustentação que apoiam a conturbada liderança de Bolsonaro”, afirma o analista.

Reis acrescenta que, para o mercado, a demissão do ex-juiz “pode significar o aumento da insatisfação e a perda definitiva da capacidade de articulação do presidente”. Para o analista, “o mercado precisa de alguma segurança e previsibilidade sobre as medidas que serão tomadas”, referindo-se à pandemia de coronavírus.

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