Queda na produção industrial aponta enfraquecimento da economia brasileira; entenda
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No primeiro semestre de 2022, a indústria acumulou queda de 2,2% e em 12 meses, o acumulado foi -2,8%. (Imagem: Shutterstock/Nataliya Hora)
Depois de quatro meses seguidos de alta, a💥️ produção industrial brasileira caiu 0,4% em junho, segundo dados divulgados pelo 💥️Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E os números apontam para uma perda de força na 💥️economia.
O resultado veio abaixo da projeção de mercado, de -0,3%, e nem é não é tão grave no curto prazo. Na variação do trimestre encerrado em junho, por exemplo, houve alta de 0,9%.
“O problema central é que desde 2014 o setor não apresenta melhoras e estamos 13% abaixo do verificado no início daquele ano. Até o setor extrativista vêm apresentando queda e é 23% menor que o verificado em abril de 2015”, afirma André Perfeito, economista-chefe do Necton.
Dados fracos
Por mais que os indicadores dos últimos quatro meses tenham sido positivos, as altas foram quase simbólicas: fevereiro teve o maior avanço, de 0,7%, seguido por números mais fracos em março (0,3%), abril (0,1%) e maio (0,3%).
Esses ganhos não foram suficientes para reverter as perdas dos últimos anos. No primeiro semestre de 2022, a indústria acumulou queda de 2,2% e em 12 meses, o acumulado foi -2,8%.
Além disso, o setor industrial ainda se encontra 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2023, e 18% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Entre as quatro grandes categorias, somente a de Bens de Consumo registrou alta (0,4%) – puxada pela categoria de duráveis, que avançou 6,4%; as demais apresentaram queda: Bens de Capital foi a que mais recuou (-1,5%), seguida por Bens Intermediários (-0,8%) e Indústria Geral (-0,4%).
E apenas nove dos 26 ramos da indústria tiveram crescimento da produção, o que resulta em uma difusão de 36% – a mais baixa desde janeiro e muito aquém da média histórica de 50,2%, destaca a Terra Investimentos.
PIB
Para William Jackson, economista-chefe de Mercados Emergentes do Capital Economics, os dados de produção industrial fornecem mais uma evidência de que a economia está perdendo força e que o crescimento do 💥️produto interno bruto (PIB) no segundo semestre deverá ser muito mais fraco do que no primeiro semestre.
“A produção industrial ainda cresceu no segundo trimestre e, portanto, o setor dará uma contribuição positiva para o crescimento do 💥️PIB”, aponta. “No entanto, o número fraco de junho fornecerá uma transição fraca para o terceiro trimestre. Isso corrobora nossa visão de que o crescimento do 💥️PIB será consideravelmente mais fraco ao longo do segundo semestre do ano.”
Ele ainda destaca que os dados industriais não devem ter muita influência na decisão do 💥️Banco Central em relação à Selic, mas uma economia em desaceleração aumenta as chances de a autoridade monetária encerrar o ciclo de aperto.
Não é só o Brasil
Marco Caruso, economista-chefe do Banco Original, destaca que a perda de ímpeto da produção industrial brasileira também faz parte da contração industrial global.
Fábricas nos Estados Unidos, Europa e Ásia têm lutado para manter os níveis de produção, enquanto a China tenta equilibrar o controle da covid e avanço da atividade econômica.
“É de se esperar que os choques nas cadeias globais não sejam aliviados tão rápido quanto esperado, já que a fabricação nos próprios países desenvolvidos sofre”, afirma.
Ainda assim, ele lembra que, nos últimos anos, a indústria nacional tem perdido competitividade internacional e participação no próprio PIB brasileiro, passando de 15% para 11%.
“A indústria de alta tecnologia atingiu a menor participação nas exportações em 20 anos, cedendo espaço para indústria extrativa, de menor valor agregado. A perda de sustentabilidade da indústria atrelada a juros mais altos e menor demanda trazem um cenário desafiador à frente, e que pode se estender em 2023, com expectativas de commodities alimentícias e metálicas a menores patamares de preço.”
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